Receita Federal e CGIBS definem cronograma para emissão dos documentos fiscais eletrônicos do IBS e CBS
A Receita Federal do Brasil (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) publicaram o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de […]

O conflito entre sócios é considerado por especialistas como um dos maiores problemas para a sustentabilidade e continuidade de negócios de uma empresa.
Para contextualizar, atualmente, existem mais de 4 milhões de sociedades limitadas e anônimas ativas no Brasil, de acordo com o Painel Mapa de Empresas.
E, obviamente, os desafios do dia a dia de uma organização no Brasil fazem com que os sócios discutam, discordem e, em algum momento, até passem por conflitos em diversos temas que podem desencadear litígios societários.
Nesse sentido, os principais motivos que geram essas discordâncias entre sócios são:
Desta maneira, esses litígios são solucionados via judicial, arbitral ou negocial. Caso o contrato tenha cláusula arbitral, o conflito deve ser resolvido pelo tribunal arbitral constituído de acordo com a cláusula ajustada. Mas, quando não existe essa cláusula arbitral, o processo vai para a via judicial.
Contudo, em qualquer caso, é comum que existam tentativas de negociação, de ambos os lados, em paralelo a disputa arbitral ou judicial, para solução amigável e mais ágil do conflito entre sócios.
Isso porque, quando as discordâncias entre sócios vão para a via judicial, os processos costumam demorar para serem solucionados.
Em casos de dissolução parcial e apuração de haveres, por exemplo, que são de grande complexidade, pois abrangem elementos econômicos de avaliação de empresas, podem se estender por mais de 10 anos.
Contudo, existem boas práticas, acordos societários e até ações de governança corporativa, que ajudam a evitar os litígios societários ou até a resolvê-los de maneira mais rápida e amigável.
Diante deste cenário, preparamos este artigo com algumas dicas e medidas que contribuem para evitar ou resolver o conflito entre sócios. Boa leitura!
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O primeiro passo para evitar conflito entre sócios é ter uma definição clara das regras da sociedade para as partes envolvidas.
Afinal, empreendedores que vislumbram o sucesso a longo prazo precisam mitigar riscos e incertezas sobre o negócio.
Nesse sentido, algumas práticas de governança e estruturação societária podem ajudar. Confira:

Apesar de terem o mesmo objetivo, os sócios podem ter interesses diferentes e, por isso, além de todas as regras estabelecidas, é preciso ter cuidado e atenção com o relacionamento entre os empreendedores.
Nesse ponto, preze pela transparência, com boas práticas de governança, bom relacionamento, para que exista um ambiente saudável e propício para o desenvolvimento e crescimento da empresa.
Os conflitos societários podem provocar até a falência de uma empresa e, por isso, é importante ter bem definido entre os membros todas as regras, condutas e ter até reuniões periódicas para alinhar os interesses e evitar que as divergências causem prejuízos à estrutura organizacional do negócio.
Por fim, quando não existe mais saída e o conflito entre sócios vai para a justiça, é necessário que todos os lados pensem em como reduzir os custos do processo.
Isso porque, quando o conflito se concretiza no rompimento do vínculo entre os sócios, é preciso realizar o pagamento do valor das quotas para o sócio que sai, mesmo se for de maneira amigável.
Por isso, a importância do acordo de liquidação da sociedade, que mencionamos anteriormente, para ter as regras definidas sobre a venda de quotas, com apuração de valor e forma de pagamento.
Com isso, apesar da despesa, o impacto financeiro à organização é o menor possível.
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